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segunda-feira, 31 de maio de 2010

FUTEBOL - DEMANDA ENERGÉTICA E O PAPEL DO GLICOGÊNIO MUSCULAR

Os jogadores de futebol devem seguir uma dieta que contenha uma quantidade de calorias adequada que permita tanto a manutenção do peso corporal, quanto o fornecimento de calorias suficientes, para atender a demanda de treinos e jogos. Esse gasto diário médio está entre 3.150Kcal e 4.300Kcal.
O glicogênio muscular desempenha papel-chave na produção de energia durante o exercício e a fadiga em geral está associada à depleção dos estoques de glicogênio muscular.
Durante o jogo, há relação direta entre concentrações iniciais do glicogênio muscular, distâncias percorridas e níveis de esforços dos jogadores durante a segunda metade do jogo.
Os jogadores que iniciam o jogo com concentrações baixas de glicogênio muscular percorrem distâncias menores, em velocidade menor, andam mais e realizam menos sprints que aqueles com concentrações normais no início da partida.

FATORES QUE CONTRIBUEM PARA A DEPLEÇÃO DO GLICOGÊNIO MUSCULAR
  • Intensidade do exercício;
  • Condicionamento físico do atleta;
  • Temperatura ambiente;
  • Dieta pré-exercício;
  • Modalidade do exercício.

FUTEBOL - INTRODUÇÃO

O futebol é o esporte mais popular e praticado no mundo.
É um esporte que consiste em exercícios intermitentes de intensidade variável. Aproximadamente 88% de uma partida de futebol envolve atividades aeróbias, e os 12% restantes, atividades anaeróbias de alta intensidade. Durante um jogo de futebol, os jogadores percorrem em torno de 11 Km, sendo que a média da distância percorrida no primeiro tempo é 5% maior que a do segundo tempo.
Entre algumas atividades realizadas, de 8 a 12% da distância total coberta por jogo são percorridas em velocidade de sprint, as de baixa intensidade representam 35% e as de alta intensidade, de 8,1 a 18% do tempo total do jogo. Os jogadores da 1ª divisão tem maiores períodos de atividades de alta intensidade que os de divisões inferiores.
Normalmente, a distância percorrida pelos jogadores de meio-campo (10,2 a 11 Km) é maior que a dos zagueiros (9,1 a 9,6 Km) e atacantes (10,5 Km). Os jogadores de meio-campo ficam parados 14% do tempo total, significativamente menos que os zagueiros (21,7%) e os atacantes (17,9%).
FATORES QUE INFLUENCIAM NA DISTÂNCIA PERCORRIDA:
  • Qualidade do oponete;
  • Resultado parcial do jogo;
  • Considerações táticas;
  • Importância do jogo.